Quem já pediu uma cotação de seguro auto provavelmente percebeu que os valores podem variar bastante, mesmo para veículos semelhantes. Essa diferença ocorre porque o preço do seguro não é definido de forma fixa, mas sim a partir de uma análise de risco feita pela seguradora.

Ou seja, quanto maior o risco de ocorrer um sinistro (acidente, roubo, furto ou outro dano), maior tende a ser o valor do seguro. Por isso, conhecer os fatores que influenciam diretamente o preço é essencial para entender a proposta que você recebe — e até encontrar formas de economizar.

A seguir, veja os principais pontos que impactam o valor do seguro auto e exemplos práticos que ajudam a compreender cada situação.

Seguro auto e as características do veículo

O carro em si é um dos principais determinantes do preço do seguro auto, já que cada modelo carrega características próprias que influenciam diretamente no risco avaliado pela seguradora. Isso significa que dois carros aparentemente semelhantes podem ter preços de seguro bastante diferentes. 

Além disso, carros importados ou com peças difíceis de encontrar encarecem reparos e elevam a apólice, enquanto modelos populares, com peças acessíveis e abundantes, costumam ter seguros mais em conta. Os principais elementos que influenciam os preço são:

  • Ano e modelo: carros novos ou de luxo têm reparos mais caros, o que aumenta o custo da apólice. Já modelos mais antigos podem ter dificuldade de reposição de peças, também elevando o preço.
    Exemplo: um Corolla 2022 terá um seguro mais caro que um Onix 2022, porque a manutenção e o valor de mercado são mais altos.
  • Valor de mercado: quanto mais caro o veículo, maior a indenização em caso de perda total, e isso impacta diretamente no preço.
  • Índice de roubo e furto: veículos mais visados por criminosos também encarecem o seguro.
    Exemplo: um HB20 pode ter um valor de seguro maior que um carro mais caro, caso esteja no topo da lista de carros mais roubados da sua cidade.

Perfil do motorista e seu impacto no seguro auto

Se o carro tem grande peso no cálculo do seguro, o motorista também é um fator central na análise de risco. Um condutor mais jovem, por exemplo, tende a pagar mais caro porque, estatisticamente, se envolve em mais colisões. Já motoristas com perfil mais experiente e sem sinistros recentes costumam obter valores mais vantajosos. 

O uso do veículo também pesa: um carro destinado apenas ao lazer traz menos risco que aquele utilizado diariamente para trabalho ou transporte por aplicativo. Sendo assim, os principais fatores são:

  • Idade: motoristas jovens (até 25 anos) geralmente pagam mais, pois estatisticamente se envolvem em mais acidentes.
  • Tempo de habilitação: quem tirou a CNH há pouco tempo é considerado de maior risco.
  • Histórico de sinistros: se já acionou o seguro outras vezes, a tendência é de aumento no valor.
  • Uso do carro: o custo muda se o veículo é utilizado apenas para lazer, para trabalhar ou como ferramenta de renda (como no caso de motoristas de aplicativo).

Exemplo: dois motoristas com o mesmo carro, um com 45 anos e histórico limpo, e outro com 21 anos e um sinistro no último ano, terão valores bem diferentes na cotação.

Fatores externos que afetam o preço do seguro auto

Não basta avaliar apenas o carro e o motorista: o contexto em que o veículo circula também influencia bastante no valor do seguro. Detalhes como estacionar o carro em garagem fechada ou na rua fazem diferença, assim como fatores macroeconômicos, como o custo das peças automotivas e da mão de obra, que impactam o valor das indenizações e, consequentemente, o preço do seguro.

  • Região de circulação: bairros e cidades com maior índice de furtos e roubos de veículos encarecem o seguro.
  • Local de estacionamento: deixar o carro em garagem fechada ou estacionamento reduz o risco, e pode baratear a apólice.
  • Cenário econômico: inflação, aumento no custo de peças ou mão de obra e até crises setoriais podem influenciar o preço final do seguro.

Exemplo: morar em São Paulo capital costuma gerar valores mais altos que em cidades menores do interior, pela maior taxa de roubos e acidentes.

Coberturas contratadas e variação do seguro auto

O seguro auto é um produto flexível, que pode ser moldado de acordo com as necessidades e prioridades de cada motorista. Por isso, o tipo de cobertura escolhida exerce grande influência no valor da apólice. 

Quem opta por um plano mais básico, que cobre apenas colisão, incêndio, roubo e furto, paga menos do que quem contrata uma proteção mais completa, que inclui cobertura a terceiros, fenômenos naturais e serviços adicionais como carro reserva ou cobertura de vidros. 

A escolha deve equilibrar custo e benefício, considerando não apenas o preço, mas os riscos reais que o motorista pode enfrentar em sua rotina.

  • Cobertura básica: normalmente cobre colisão, incêndio, roubo e furto.
  • Cobertura completa: inclui proteção contra fenômenos naturais (enchentes, quedas de árvores, granizo), cobertura a terceiros e serviços adicionais.
  • Adicionais: carro reserva, cobertura de vidros, assistência 24h, entre outros.

Exemplo: um seguro básico pode custar 30% menos que um completo, mas em uma cidade com alto índice de enchentes, contratar a cobertura de danos naturais pode evitar um prejuízo muito maior.

Dicas para reduzir o valor do seguro auto

Mesmo que muitos fatores estejam fora do controle do motorista, ainda é possível adotar estratégias para conseguir um seguro mais acessível. Pequenas atitudes, como instalar dispositivos de segurança no carro, evitar acionar a seguradora para danos pequenos ou até escolher uma franquia maior, podem reduzir significativamente o preço da apólice. 

Além disso, contar com a ajuda de uma corretora especializada garante acesso a diferentes seguradoras e condições de pagamento, permitindo encontrar a opção que realmente se encaixa no orçamento sem abrir mão da proteção.

  • Instalar rastreador ou bloqueador veicular: reduz o risco de perda em caso de roubo.
  • Optar por franquia maior: quanto maior a franquia, menor tende a ser o prêmio do seguro.
  • Evitar sinistros desnecessários: não acionar o seguro para pequenos reparos pode manter o histórico mais limpo.
  • Comparar cotações: cada seguradora avalia o risco de forma diferente, e uma corretora especializada pode encontrar a melhor relação custo-benefício.

Cada seguro é único e personalizável

O valor do seguro auto nunca é igual para todos, porque cada motorista, veículo e região têm riscos diferentes. Entender esses fatores ajuda a compreender melhor a cotação recebida e até encontrar formas de economizar sem abrir mão da proteção.

Faça uma cotação gratuita com a  JCL Seguros, onde o atendimento é totalmente personalizado: analisamos o perfil, as necessidades e buscamos a seguradora que ofereça o melhor custo-benefício para você. Afinal, o seguro auto deve trazer segurança e tranquilidade, e não apenas mais uma despesa no orçamento.

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